Clique para voltar à página principal |
![]() |
![]() |
|
Heterossexismo
quer impedir políticas de Aids para públicos vulneráveis
Léo Mendes Cerca de 64% das 1,7 milhão de pessoas que são portadoras do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) na América Latina e no Caribe, são homens. A Crescente discriminação de ações voltadas para homens Bissexuais, Heterossexuais e Homossexuais resulta num grande patamar de pessoas infectadas. Apesar das pessoas do sexo masculino serem menores em números populacionais, apesar dos homens não serem educados para procurar a saúde pública, através do mito da virilidade masculina, apesar do índice média de vida dos homens ser menor que os das mulheres as atuais campanhas de prevenção e assistência a Aids não levam em conta a equidade de gênero, e só se preocupam com as políticas para as mulheres grávidas, deixando de lado todas as outras mulheres que não estão grávidas.A inclusão de politicas para mulheres grávidas deve ser entendida como um processo para a garantia do direito a saúde desta população, mas não a lógica de que esta população alvo deve substituir todas as outras: mulheres não grávidas, travestis, prostitutas, gays, usuários de drogas, bissexuais. Urge que façamos campanhas voltadas para homens e mulheres e outras identidades de gênero , reforçando sempre o fim do sexismo, do heterossexismo , do racismo, da Bifobia, da Gayfobia, da transfobia e lesbofobia. Precisamos garantir o Estado Laico, os Direitos Humanos e o direito a vida de todos e todas. Os Homens Bissexuais e Homossexuais (Gays) são os mais afetados pela Aids nas infecções pela via sexual. Apesar de apenas 3,2% das pessoas sexualmente ativas dizerem que são homossexuais, mais de 57% dos casos em homens se dão entre os Gays e outros HSH.o Estigma de que todo Gay, travesti, usuário de droga e prostituta é ou será um portador do vírus HIV é muito forte e resulta de uma forte discriminação cultural que vê nesses grupos vulneráveis um risco eminente para a garantia dos costumes e tradições sociais. Há uma relação direta entre as doenças sexualmente transmitidas (DSTs) e o HIV e a falta de auto-estima, respeito e cidadania impostas especialmente as pessoas homossexuais e bissexuais. Na relação entre violência intrafamiliar e DSTs há a violência física (agressões, ataque com armas, homicídio,expulsões de casa, estupro de lésbicas, atentado violento ao pudor contra menores gays e travestis); a violência sexual (violações, abusos) e a violência psicológica (intimidação, humilhação, ameaça de morte, extorsão, tentativa de associar a sexualidade a doença ou pecado).Além disso , as pessoas matam , queimam, estrangulam, mutilam pessoas que não tem a orientação sexual Heterossexual. A Política de Aids do Governo Bush, denominada de ABC, visa atingir diretamente o trabalho de prevenção junto aos Gays, Travestis, Prostitutas e Usuários de Drogas. As declarações do Vaticano contra a Homossexualidade e uso do preservativo visa atingir diretamente homens homossexuais e bissexuais que não se enquadram na visão católica apostólica romana de que Homens devem ser heterossexuais para procriar ou para servir a Igreja. É preciso renovarmos nossas energias e encorajar populações vulneráveis, que sistematicamente são esquecidas pelos programas de saúde pública e sem nenhum poder de organização e gestão nas políticas públicas,para a busca de seu recorte nas políticas públicas.A Cada ano , travestis, Gays, Usuários de drogas e Prostitutas acabam perdendo espaços nos orçamentos, nos planos de ações e metas, nos incentivos aos projetos da sociedade civil para promoção da saúde de Gays, Travestis, Usuários de Drogas e Prostitutas. Os crescentes ataques de conservadores contra o apoio de governos a distribuição de seringas, aos incentivos as paradas do orgulho de gays, lésbicas, travestis,bissexuais e transexuais e as organizações que “incentivam” a prostituição , em pleno século 21, visam impedir que estes públicos vulneráveis tenham garantido um direito básico universal previsto na Declaração Universal dos Direitos Humanos, o do direito a saúde e a dignidade humana. Léo
Mendes
Hipermasculinidade
leva jovem ao mundo do crime
Antônio Gois De alguém que estuda há mais de 20 anos o fenômeno da violência urbana brasileira, seria lógico esperar pessimismo -nesse período, os números da criminalidade não pararam de crescer e de assustar quem acompanha o problema. Esse não é, entretanto, o caso da antropóloga Alba Zaluar. Em entrevista à Folha, a pesquisadora, uma das primeiras a estudar a infiltração do narcotráfico nas comunidades pobres do Rio de Janeiro, disse que é possível superar o problema da violência no Brasil com mais facilidade do que, por exemplo, nos Estados Unidos. "Eu diria que temos motivos para otimismo porque não somos um país de guerreiros. Nos Estados Unidos, as vizinhanças se organizaram em gangues. No Brasil, elas se organizaram em blocos de Carnaval e em escolas de samba. Isso é uma baita diferença", afirma a antropóloga. Zaluar refuta a idéia de que a pobreza e a desigualdade sejam as principais responsáveis pela violência nas grandes cidades. "Se a desigualdade explicasse a violência, todos os jovens pobres entrariam para o tráfico. Fizemos um levantamento na Cidade de Deus [conjunto habitacional favelizado, na zona oeste do Rio] e concluímos que apenas 2% da população de lá está envolvida com o crime. Como explicar que a maioria das pessoas não se envolveu com o tráfico? Certamente tem algo a mais aí", diz ela. Segundo Zaluar, esse "algo a mais" está ligado a um "etos da hipermasculinidade", que leva alguns jovens do sexo masculino a se arriscarem no tráfico de drogas em busca do reconhecimento por meio da imposição do medo. "É preciso fazer políticas públicas mais eficientes e focadas nos jovens que estão nessa fase difícil da adolescência, para que eles possam construir uma imagem civilizada de homem, que tenha orgulho de conter a sua violência e respeitar o adversário, competindo segundo as regras estabelecidas", afirma. Alba Zaluar é coordenadora do Nupevi (Núcleo de Pesquisa das Violências) da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro). A pesquisa dirigida por ela na Cidade de Deus, nos anos 80, deu origem ao seu livro "A Máquina e a Revolta" (editora Brasiliense). Integrante na época de sua equipe de pesquisadores, Paulo Lins escreveu "Cidade de Deus", origem do filme de mesmo nome. Nem o livro nem o longa-metragem agradam à antropóloga, que está lançando neste mês um novo livro sobre a violência ("Integração Perversa"). A Folha tentou entrar em contato com o escritor Paulo Lins para que ele tivesse a oportunidade de responder às críticas da antropóloga Alba Zaluar ao seu livro "Cidade de Deus". Na tarde de sexta-feira, foi enviada uma mensagem para o e-mail do escritor, mas não houve resposta até o fechamento desta edição. Nos números fornecidos pela assessoria de imprensa da Companhia das Letras (editora que publicou "Cidade de Deus"), não foi possível deixar recado para Lins. Leia a seguir os principais trechos de sua entrevista. Folha -
A violência nas regiões metropolitanas brasileiras aumentaram
muito nos últimos anos. Por que, apesar disso, a senhora diz que
temos motivos para otimismo?
Folha -
Então por que estamos tão violentos?
Folha -
Em que período a senhora identifica o início desse fraquejo
do Estado?
Folha -
Pobreza e desigualdade não são também elementos fundamentais
para explicar a violência?
Folha -
Mas a existência de um contingente grande de jovens pobres que convivem
diariamente com a desigualdade não é um fator que facilita
a entrada deles no tráfico de drogas?
Folha -
E o que seria esse algo a mais?
Folha -
Como combater a construção dessa imagem?
Folha -
A senhora faz duras críticas ao livro e ao filme "Cidade de Deus",
mas eles não retratam bem essa questão da construção
do etos da hipermasculinidade?
Folha -
Como a senhora vê a forma como a imprensa tem tratado a questão
da violência urbana?
Folha -
A senhora é uma das especialistas mais procuradas pelos jornalistas
para comentar casos de violência. Os jornais não acabam falando
sempre com os mesmos especialistas?
Hebifobia
Segundo eles, Hebifobia (do Grego 'hebe' = jovem e 'fobos' = medo, aversão), é o medo irracional de adolescentes ou da adolescência, bem como o preconceito contra adolescentes, principalmente aqueles menores de idade. É uma fobia social comparável à xenofobia ou à homofobia. Definições A Hebifobia pode se manifestar das seguintes formas: • medo irracional de estar perto, junto ou na companhia de adolescentes; • o preconceito por causa da idade (etário) contra adolescents e menores de idade, ou a discriminação derivada desse preconceito; • o medo, preconceito, ódio, intolerância ou discriminação contra relacionamentos amorosos entre adultos e adolescents; • o medo, pânico ou histeria irracional, geralmente com apoio da mídia, relacionado a tudo que diz respeito à liberdade social ou comportamental de adolescentes (baseado na crença de que tal comportamento seria mais apropriado para adultos). O conceito engloba o medo irracional frente a uma série de situações, indo de sexualidade adolescente, gravidez adolescente, gravidez infantil e maternidade adolescente até propostas de mudanças na lei para garantir mais direitos aos jovens, como a redução da idade de voto, da idade de maioridade, da idade de casamento, da idade de consentimento sexual, da idade de candidatura a cargos eletivos ou na garantia de mais direitos aos estudantes. No Brasil, um exemplo de hebifobia estimulada pela mídia é o verdadeiro pânico que se instaura a qualquer manifestação estudantil pelo passe livre, por exemplo. Adultocentrismo Adultocentrismo é uma forma de discriminação contra adolescentes só por causa de sua pouca idade. Como se só aquilo que o adulto pensa ou faz fosse válido e só seus interesses fossem importantes. Adolescentes vítimas de adultocentrismo reclamam que esse foco apenas na idade faz com que muitas pessoas os estereotipem incorretamente, afirmando, por exemplo, que todos os adolescents são igualmente imaturos, violentos ou rebeldes. acreditam que deveriam ser tratados Alguns jovens organizam grupos para serem tratados com mais respeito por parte dos adultos e não como cidadãos de segunda classe. Um número crescente de sociólogos têm considerado a discriminação contra jovens, o adultocentrismo e a hebifobia como graves problemas para se avaliar a real condição dos adolescentes em nossa sociedade.
Em casos extremos, formas patológicas de hebifobia podem ser observadas, especialmente quando associadas a atos violentos (geralmente, mas nem sempre, resultando em atos criminosos). Possíveis comportamentos patológicos incluem, entre outros, o seguinte: • encarcerar adolecentes em casa por longos períodos de tempo, ou utilizando algemas (por qualquer período de tempo), usualmente para prevenir que o jovem vá a festas, ao shopping, ao cinema ou qualquer outro lugar onde eles possam potencialmente desenvolver algum relacionamento social ou amoroso; • humilhar vigorosamente um adolescente em público; • esconder compulsivamente ou obssessivamente uma adolescente grávida de olhares públicos (como se ela tivesse uma doença contagiosa), chegando até a se mudar ou viajar para outro lugar (bairro, cidade região ou país) com o único propósito de esconder a gravidez; • Coagir ou induzir uma adolescente a abortar à força, por meio de violência, uso de terror ou qualquer tipo de ameaça (como se o bebê fosse propriedade do agressor). Artigo 232 O Estatuto da Criança e do Adolescente, em seu Artigo 232, diz que é crime “submeter criança ou adolescente sob sua autoridade, guarda ou vigilância a vexame ou a constrangimento.” A pena é de detenção de seis meses a dois anos. Esse artigo é muito sério. Bem administrado, ele praticamente criminaliza tanto a homofobia quanto a hebifobia quando praticada por um pai ou um professor contra um adolescente. Um prato cheio para quem pretende combater o adultocentrismo – e uma vantagem que só os E-jovens têm, infelizmente. Para os adultos, o racismo é crime, mas a homofobia não. A eles cabem guardar os jovens e dar-lhes segurança, não ódio, discriminação e omissão. Jovem, reaja!! Hebifobia e homofobia são crimes contra o adolescente. Se você se sentir discriminado, denuncie. Deco
Ribeiro
Homofobia na Escola Meninos agridem mais outros alunos gays e são muitas vezes estimulados pelos professores Nikky (ela prefere usar o apelido) se orgulhava de ser aluna de uma escola particular tida como ‘liberal’ em Santos. Não precisava usar uniforme completo, podia usar piercings e ela até já foi pra escola de moicano, um penteado punk com pontas de um palmo de altura. Casais de namorados podiam se beijar à vontade, ao contrário de outras escolas, e ela não pensou duas vezes antes de beijar sua namorada no pátio do colégio. A reação foi devastadora. “Um amigo meu veio me dizer que achava que eu quis aparecer, que se eu queria ser lésbica, que fosse entre quatro paredes. Que as pessoas não eram obrigadas a ver isso”.
Fenômeno
masculino
No livro “Juventude e Sexualidade”, resultado de uma pesquisa da UNESCO sobre AIDS, Drogas e Violência das Escolas, fica claro que a discriminação contra homossexuais (também chamada de homofobia), ao contrário das de outros tipos, é não apenas mais abertamente assumida, pelos meninos, como é valorizada por eles, o que sugere um padrão de afirmação de masculinidade. “A homofobia pode expressar-se numa espécie de terror de não ser mais considerado como um homem de verdade”, afirmam as pesquisadoras. Segundo a mesma pesquisa, “bater em homossexuais” foi classificada pelas meninas como a terceira forma de violência mais grave, atrás apenas de “atirar em alguém” e “estuprar”, enquanto para os meninos ela ocupa apenas a sexta posição, atrás de “usar drogas” ou simplesmente “andar armado”. Essa conclusão encontra eco entre outros pesquisadores e profissionais que lidam com jovens, dentro e fora do Brasil. O holandês Theo van der Meer, que entrevistou mais de 300 agressores de homossexuais condenados, concluiu que todos são homens e sofrem de uma auto-estima baixa ou exageradamente alta. Para esses jovens, bater em homossexuais – que eles consideram fracos e afeminados – seria como um ritual de passagem, uma afirmação de força. Murilo Moura Sarno, médico do programa da Saúde da Família de São Paulo e que conversa com alunos da rede pública sobre sexualidade, já presenciou esse potencial de agressão. “Um aluno da oitava série afirmou categoricamente que se encontrasse um casal gay num shopping, iria esperar na garagem com um bastão de ferro para quebrar a cabeça dos dois até matar o casal,” afirmou o médico. “E foi apoiado pelos outros amigos”. Professores
preconceituosos
Todos os especialistas consultados concordam que o silêncio é a pior forma de se lidar com o assunto. “Precisamos de intervenções mais sérias nas escolas,” sugere o médico Murilo Sarno, “Primeiro sobre cidadania, depois sobre sexualidades, todas elas.” A conclusão da UNESCO vai além e pede por investimentos em uma “cultura de convivência com a diversidade” que até pode se valer da informação, mas que deve se utilizar, principalmente, do “debate e o questionamento das irracionalidades que sustentam discriminações.” Os alunos fazem coro. “Falta diálogo,”
diz Nikky. “Na minha classe um certo professor se referia às lesbicas
como 'sapatonas machos e etc'. Um dia cheguei pra ele em particular e disse
que aquilo me ofendia. Nunca mais ele falou.” Augusto acha que a escola
simplesmente não enfoca o assunto. “Assim como temos aulas de biologia
e história, deveriam reservar algumas aulas para tratar de cidadania,
direitos e deveres, promover um debate entre os alunos, levar palestrantes,
mostrar que os homossexuais não têm nada de diferente. As
pessoas tendem a ter preconceito daquilo que nunca tiveram contato e esse
debate ajudaria e muito no combate à discriminação
contra os homossexuais e contra todos os outros tipos de minorias.”
A visão de um E-jovem Renato tem 15 anos e é um E-jovem de Recife (PE). Não só isso: ele é um dos coordenadores do E-Recife, o Grupo E-jovem de lá!! Sabendo do nosso tema desse mês, ele resolveu ir na sua própria escola e, conversando com seus próprios amigos, teceu ele mesmo um panorama bem legal do preconceito existente. Repare como suas conclusões não são muito diferentes da matéria acima - escrita em SP - o que comprova que esse fenômeno vergonhoso se estende realmente de norte a sul do país. Deco =] O Preconceito Nas Escolas "Tenho
medo de ir para a meu colégio e ser agredido por alguém por
minha opção sexual."
O medo vai tomando conta dos E-Jovens de todo Brasil. Muitos chegam até a deixar de estudar por conta do preconceito que há em sua escola, outros vão, mas vão com medo. "A cada dia que se passa, fico admirado com tanto preconceito nas escolas," diz Anna, 46 anos, mãe de um aluno gay. "A cada dia que se passa, parece que as coisas pioram." Os índices de preconceito e violência nas escolas estão aumentando cada vez mais e até professores e coordenadores sofrem com isso. Isabela, 16, estudante, ficou muito triste com um amigo seu ao presenciar uma forte cena de preconceito. "Ele tirava sarro da cara do professor só porque ele é homossexual e dança em uma quadrilha," diz ela muito desapontada. "Infelizmente eu não podia fazer nada..." E infelizmente somos 'obrigados' a ver e aceitar isso. Hoje em dia, os jovens não respeitam seus próprios pais - se você vai na esquina comprar pão, tem filho brigando com pai, se você abre o jornal tem uma reportagem enorme dizendo que filho mata pai -, quem dirá os professores e etc?! E isso é só um pouco do que se passa em nossos colégios, que fazem 'de tudo' para acabar e/ou diminuir o preconceito. Por sorte de uns, alguns colégios têm um bom resultado, já em outros é totalmente o contrário. Por que tanto
jovem bonito, feliz, brincalhão, mas com tanto preconceito? Isso
leva alguém a algum lugar? Claro que não! Se nós quisermos
ser pessoas admiradas por todos, pessoas que todos gostam e
Quanto ao Preconceito Sofrido Pelos Homossexuais: "O que me fez sofrer mais foi quando descobri que minha amiga tem preconceitos com lésbicas." (M.C., 14 anos), desabafando sua dor. "Ao tocar o alarme do intervalo do meu colégio, quando fui me direcionando para as escadas levei um chute forte, senti um choque em meu corpo." (R.C.L., 15 anos) "Toda vez
que passo por um grupo de pessoas em meu colégio, sou xingado, abusado,
e desmoralizado." (B., 15 anos)
Quanto a "O que fazer para diminuir o preconceito": "Acho que primeiramente começamos influenciando aos nossos amigos que têm preconceito." (L. P., 17 anos) "Acho que conversa, campanhas.... tudo isso ajuda muito no combate ao preconceito." (B. K., 17 anos) "Sinceramente, não sei o que fazer, mas acho que temos que ter em mente que são todos normais." (K., 15 anos) Quanto ao "choque" ao saber que seu amigo era gay ou lésbica: "Foi tudo muito normal, eu não imaginaca isso dele, mas já que é, num posso fazer nada. Eu gosto dele assim mesmo." (P.V., 14 anos) "Eu nunca imaginava isso do meu amigo, mas estou lhe dando o maior apoio, a escolha é dele, a vida é dele, não tenho porque ficar sem falar com ele." (F.A., 18 anos) "Eu ficava tirando onda com a cara dele, dizendo: 'R., nunca pude imaginar isso de você...' Mas foi só arriação mesmo, ando muito com ele e o ajudo nos podres dele... <risadas>." (T., 16 anos) Sobre as agressões: "Já vi muitas, inclusive com minha amiga que é lésbica, infelizmente isso acontece." (P.M., 14 anos) "Eu já vi meu amigo sendo agredido por um menino, fui correndo chamar uma pessoa para ajudá-lo, tive pena dele." (I., 15 anos) "Ainda não presencicei nada, e espero não presenciar." (I. C., 16 anos) Renato entrevistou meninos e meninas, hetero e homossexuais. Outras reportagens:
|
Orgulho
Viado
A palavra VIADO te incomoda? Vamos acabar com isso!! Gente, o que vcs acham da palavra VIADO? Particularmente, eu percebo que, atualmente, é uma das palavras mais usadas pra nos atacar, por heteros. Não é "sua bicha", "seu homossexual" ou "seu gay" - é "SEU VIADO!!". Por outro lado, é uma palavra que evoca uma imagem tão fofa, o veadinho (mesmo sua origem estando em transviado, e não no bicho), comumente utilizada em conjunto pra nos zoar: é o Bambi, o 24 (numero do veado no jogo do bicho), as renas do Papai-Noel... Aí eu pensei. Esse lance das palavras é tão relativo, né? VIADO nos ofende porque a gente se deixa ofender, uma vez que não deriva de uma característica nossa - ao contrário de NEGRO, que evoca a cor da pele, ou outros piores. Pro racista, ter a pele negra é o que há de mal e ser lembrado disso é o que incomoda. Agora, o que há de mal em ser VIADO? Eu já cansei de ouvir "Isso é coisa de viado" e responder "Ainda bem, já que eu SOU viado mesmo!"
O que me trouxe de volta ao VIADO. No primeiro ano da faculdade eu me assumi gay. E, a cada VIADO que escutava, respondia na lata "Sou mesmo." Hoje estou no quarto ano e ninguém me agride mais me chamando de VIADO. Os poucos que falam são os amigos, que já usam esperando minhas respostas, que eles adoram. Outro dia eu cheguei na facul com um caderno que tinha o Júnior (sem a Sandy, uó) na capa. "Mas que caderno de VIADO, hein?", falaram. "É, né? Eu TIVE que comprar!!", respondi sorrindo.
Não mais. =] Ajude a espalhar esses banners e linke para essa página! Quem aí tem coragem de levantar o Orgulho Viado junto comigo? Vamos fazer camisetas, broches, bottons, chaveiros com a placa do viadinho! Vamos mostrar que tem viado na pista sim!! =] Deco
Ribeiro
Respostas ao chamado: "Deco, os idiotas que usam
a expressão "VIADO" para nos atacar desconhecem que na Europa muitos
dos brasões da nobreza usam esse animal como forma de representar
força e agilidade, os druídas da velha Inglaterra e Terras
Altas tinham em seu panteão o gamo (espécie de veado) como
símbolo da realeza e, em seus cultos de fertilidade, sacerdotes
usam máscaras com galhadas de gamo selvagem para representar o masculino
nessas cerimônias.
"Gostei da idéia Deco!
Concordo com tudo isso que vc disse!
"Huahuahuah, achei ótema
a idéia!!
"Adorei a ideia do brochinho!!!
(comentários retirados de mails da Galera E-jovem) |
Genocídio
gay
Suicídio entre jovens gays chega a ser até 8 vezes maior que a média brasileira – uma verdadeira tragédia, que ocorre ano após ano. Até quando? Luiz Mott é sem sombra de dúvida um dos maiores especialistas em violência contra homossexuais do Brasil. Responsável pelo arquivo de registros de assassinatos do Grupo Gay da Bahia (GGB), Mott é incansável na sua luta pela divulgação desses números, que parecem crescer a cada contagem: cerca de 160 gays, lésbicas, bissexuais e travestis são mortos todos os anos no país, praticamente um a cada três dias. Imagine a surpresa, então, ao contabilizarmos os dados de uma pesquisa do Grupo E-jovem sobre o suicídio de jovens gays e descobrir que a taxa de adolescentes que se matam por causa do preconceito é de mais de mil por ano – uma média de três por dia. Ou seja, se somarmos estes números ao apresentado pelo GGB, temos a trágica marca de 10 jovens gays perdendo a vida a cada três dias. E a culpa? Da homofobia presente na sociedade brasileira. Infelizmente, essa não é uma tragédia que ocorre só no Brasil. Por todo o mundo, adolescentes e jovens homossexuais são contabilizados como baixas dessa verdadeira guerra civil travada dentro de nossas próprias casas. O número, praticamente a mesma quantidade de soldados americanos mortos no Iraque ano passado, choca mais ainda quando analisamos cada caso a fundo – e descobrimos que a grande maioria dos que se matam, o fazem por terem sido repetidamente agredidos ou abandonados pelos próprios pais, familiares e amigos da escola. Ou pior: por medo de sofrerem essa rejeição à sua orientação sexual.
Ao trazermos estes mesmos números para o Brasil, nos deparamos com os números chocantes acima: de acordo com o Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde da Fundação Oswaldo Cruz, de cada 100.000 jovens de 15 a 24 anos, 4 se matam a cada ano, num total de 1320 para um montante de 33 milhões, segundo o IBGE. Se supormos que de cada 5 mortes, 4 são de homossexuais, como acontece em outros países, chegamos ao total de 1056 suicidas gays – para uma população de jovens gays estimada em apenas 3,3 milhões (10% do total). Isso dá uma taxa da morte de 32/100 mil: 8 vezes mais que a média brasileira de 4/100 mil e 4 vezes mais que a média mundial de 8/100 mil. As vítimas da homofobia em todo o mundo, no entanto, têm um ponto em comum: são em sua maioria do sexo masculino, numa proporção que chega a 6 pra 1. Pesquisa sobre homofobia nas escolas, publicada esse ano pela UNESCO , parece apontar para uma explicação: meninos tem muito mais preconceito contra a homossexualidade de outros meninos do que as meninas – e também são muito mais propensos a agredirem seus colegas homossexuais, até mesmo como demonstração de masculinidade, num rito de passagem machista e sexista, que valoriza a discriminação.
Custa muito mesmo. Custa a vida de muitos filhos, irmãos, sobrinhos, netos. Garotos de 12, 14, 16 anos, que tiram a própria vida por não suportarem mais viver diante da cobrança de mudar uma característica tão própria deles, e aomesmo tempo tão natural. “Ninguém é gay porque quer,” diz Deco. “Mas pedir pra eu deixar de ser é como pedir pro meu olho deixar de ser castanho e virar azul. Simplesmente não dá.” O Grupo E-jovem anunciou publicamente em seu site que vai buscar monitorar essa taxa de suicídios entre os jovens brasileiros, junto a centros especializados como o Departamento de Medicina Preventiva e Social, da UNICAMP, e que levantar essa bandeira, para um grupo que é referência no trato aos direitos de adolescentes gays e lésbicas, é mais do que uma obrigação: é uma responsabilidade. “Esses suicídios são mais do que aparentam. São assassinatos sociais,” declara Deco Ribeiro, taxativo. “Cada vez que um menino prefere se matar a ter de ir a escola e ser humilhado de novo ou chegar em casa à noite e apanhar do pai homofóbico, foi a sociedade que falhou. O recado é claro: o garoto morreu porque não foi aceito no mundo em que vivia. Porque amava diferente de seus colegas e de seus pais. Que gente monstruosa é essa, que mata um filho a cada 8 horas??” |
Adolescentes
gays representados no IV Fórum de Protagonismo Juvenil
Brasília será sede,
nos dias 26 e 27 de março, do IV Fórum de Protagonismo
Juvenil, um espaço criado em 2001 para levar os próprios
jovens a debater temas ligados a Educação, Cultura, Saúde
e Qualidade de Vida, Meio Ambiente e Políticas Públicas.
Nessa edição, uma novidade: a presença do Grupo
E-jovem, como convidado especial, representando os adolescentes gays,
lésbicas, bissexuais e transgêneros. O Grupo E-jovem
foi convidado por ter sido um dos 8 projetos escolhidos, dentre mais de
130 ONGs de todo o país, para fazer parte do livro que a ONG Aracati
e a Fundação Kellogg
"Isso não significa que somos melhores que outros projetos que ficaram de fora," explica Deco Ribeiro, presidente do E-jovem, "Mas não deixa de ser um reconhecimento por termos sido pioneiros a lidar de maneira séria com o adolescente gay e lésbica". O Grupo E-jovem está viajando nesta sexta-feira para Brasília, com 4 membros que tiveram todas suas despesas custeadas pela organização do evento. "Essas bolsas permitiram que levássemos representantes de vários estados: cariocas, paulistas e até gaúchos," diz Deco. A idéia é encontrar em Brasília com outros membros do Grupo E-jovem do DF. Oficinas
Retiro
Grupo E-jovem
IV Fórum de Protagonismo Juvenil
|
|
Você
|
Sabia? |
ue o comportamento homossexual é muito mais natural do que se pensa?? O famoso Dr. Kinsey, autor de "Sexual Behaviour of the Human Male" - estudo que tem fundamentado tudo o que se diz sobre sexualidade masculina desde meados do século passado - afirma em seu livro que o motivo pelo qual homofóbicos se opõe a homossexualidade é bem simples: o medo do crescimento da atividade homossexual. Conclui o Dr. Kinsey que com menos homofobia haveria muito mais homossexualidade. Ao se remover a pressão social que reprime a atração pelo mesmo sexo, o desejo homossexual cresceria e se espalharia naturalmente em larga escala. Por outro lado, a heterossexualidade parece estar em baixa: os vultosos recursos investidos pela sociedade e a mídia na promoção da heterossexualidade (vide comerciais de cervejas a bancos) só pode levar a crer que essa é uma orientação pouco atrativa, e que a população tem que ser constantemente bombardeada com os valores heterossexuais para poder se manter nesse rumo... (Fonte: MiX Brasil)
|
|
News
|
|
Principal
| Tema |
Fun | Colunas
| News | Forum | Apoio
|
Equipe
© Copyright E-jovem.com
2001/2007. Todos os direitos reservados.
Ter seu nome e/ou imagem publicados
neste site não indica necessariamente orientação sexual.
webmaster@e-jovem.com