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O Gay Virgem

O tema desse mês é bem interessante, por um motivo simples: Muita gente, quando ouve falar de homossexualidade, já pensa logo em sexo, em putaria. É lubrificante, é dark room, é ativo, passivo... Mas tem toda uma galerinha que mostra que ser gay não tem nada a ver com sexo, que é questão de afetividade mesmo.

São os e-jovens que nunca transaram antes. 

“Mas péra lá!”, dizem os mais conservadores, “Como é que o menino ou a menina vai saber que é homossexual sem transar?? Sem ‘provar da fruta’???” Na cabeça dessas pessoas, só se “vira” gay (o que já é um erro) depois de ter experimentado o sexo com alguém do mesmo sexo. É essa linha de pensamento que diz que pode-se influenciar alguém a ser gay, pela convivência ou pelo famoso ‘troca-troca’. 

Nada a ver. 

Vamos inverter a situação. Como sabemos que alguém é hetero? Ora, já com 13, 14 anos os meninos começam a pensar em ficar com as garotos, as meninas já se arrumam mais e suspiram pelos caras mais velhos – isso tudo antes mesmo de beijar pela primeira vez até! Aí, com o tempo, lá pelas matinês da vida e coisa e tal, rola a primeira ficada, alguns namoros, a primeira transa... Mas durante todo esse tempo, os adolescentes já sabem muito bem o que querem.

E isso vale pros e-jovens também, claro. 

Garotos gays, meninas lésbicas, também entram na puberdade aos 13, 14 anos e imediatamente sua atração sexual, seu desejo, é orientado para pessoas do mesmo sexo. Simples assim. Assim como os heteros, eles não precisam nem ter beijado, ou ter qualquer contato homossexual, para saber o que querem.

Óbvio, uma coisa é o e-jovem saber que é gay – outra muito mais difícil é assumir isso pra si mesmo, para os outros... E muitos mantêm a sua virgindade até terem certeza de que é isso que eles sentem, de que é isso mesmo o que querem. 

E sem ter tido um único contato homossexual sequer. 

Sabe, eu descobri que respeito muito essa garotada (e mesmo os não tão novos – aí embaixo tem um relato de um e-jovem virgem de 21 anos!) que mesmo sem ter ‘provado da fruta’ já sabe o que quer, aceita isso e luta pra ser feliz. Tem que ter muita coragem pra se assumir gay (mesmo que só pela net) sendo virgem ainda!! Salva de palmas pra vocês, continuem dando o exemplo, sem medo de ser aquilo que você é de verdade...!

E se você é um deles (pela última pesquisa que fizemos, de cada 10 usuários do site, 3 eram virgens...), esse recado é pra você: Se você já sente desejo por outros caras, mesmo sem ter ficado com nenhum ainda, não tem esse papo de “Depois que eu experimentar eu vou saber se sou gay ou não” ou “Mas você já ficou com menina? Então fica, vai que você gosta...” – ser gay é biológico e é a coisa mais natural do mundo.

Bem vindo à turma! :)

Deco Ribeiro
Editor

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Sou Virgem - E daí?

Bom, antes de tudo, deixem eu me apresentar: sou um garoto de 21 anos, de São Paulo, capital, virginiano...

E, além de tudo, virgem.

É bastante estranho assumir isso: um ser humano virgem, no começo do século XXI, e com 21 anos?!?

Quantos não pararam pra se perguntar o porquê?

Ele é feio?
É puritano?
Não sai pro meio?
Nunca namorou?

Todas as perguntas recebem um enorme NÃO - e nesse texto eu vou tentar passar um pouco do meu lado das coisas.

Vamos do básico, por quê? Não que tenha lá um motivo muito especial, nem que eu me ache especial, simplesmente não apareceu ninguém com quem eu ficasse, ou mesmo namorasse tempo suficiente pra fazer. Só isso. É claro que esse rótulo sempre me incomoda, às vezes eu mesmo acho que estou perdendo tempo, mas não sei porquê, não consigo ser diferente, se é que eu sou diferente, ou “igual” a todo mundo. 

Não sei se vocês são, ou tem algum amigo virgem. O ponto é que se são somente amigos, quantos de vocês nunca disseram na cara deles, ou mesmo pelas costas: “Você está perdendo tempo, não existe nenhum príncipe encantado no meio pra você ficar esperando!”. É muito horrível ouvir algo do tipo, porque não ter feito não quer dizer que você esteja esperando alguém em especial, ou algo do tipo. Mas aí alguns falam "Ah, claro, e o tesão?"

Pois bem, o velho tesão, não sei quanto aos outros, mas para mim isso ainda não foi o suficiente pra fazer nada de muito sério. Não que eu não teha feito nada! É, um virgem também apronta! 

Certa vez, estava eu na Tunnel, meio cansado e triste de ouvir esse rótulo de santo, e acabei ficando com um garoto. Ele era até que bonito, mas enfim: o lance é que sentamos nos sofazinhos e em menos de 15 minutos, ele (tadinho) "estava satisfeito" - se é que vocês me entendem! E sinceramente, não toquei em nada de mais nele, nada mesmo! Deixei ele lá melado e saí da Tunnel feliz, tendo me provado que eu não era tão santo quanto meus amigos diziam! O problema foi quando cheguei em casa, coloquei a cabeça no travesseiro e a consciência pesou. Percebi que tinha ido longe de mais pra me provar algo que eu já sabia: Eu não preciso provar nada pra ninguém!

Outro episódio: Meu único namorado - a única vez que curti alguém a ponto de namorar - também me rotulava de santo. Mas é só me conhecer um pouco melhor que vão descobrir que não sou tão santo assim. Quando ele se tocou disso, ficou louco pra ir pra cama comigo e chegou a ponto de me dizer que eu não era santo coisa alguma, que eu me fazia de santo! Algumas pessoas ao me conhecerem ainda me tratam assim, como se eu fosse duas caras. Não é fácil! Enfim, terminamos - ele não agüentou um mês sem sexo, e foi o quanto durou o nosso namoro. 

Foi difícil pra mim. Eu era muito novo na época, e não entendia o que estava realmente acontecendo - e com isso espero poder ajudar aqueles que passaram, ou estejam passando por algo parecido. Por isso resolvi escrever. 

Sabe, tem outra coisa muito engraçada, algo que o Deco mesmo não conseguiu deixar de me perguntar (curioso): o que eu prefiro ser? Ativo ou passivo? O velho paradigma do meio! É estranho, já pensei nisso várias vezes. Se ser gay não é uma escolha, como posso escolher entre ser passivo, ou ativo? Sendo que ainda nem provei uma coisa, nem outra? Bom, aqui não vou abrir tanto as minhas preferências, mas vou refletir um pouco sobre o que cada lado me passa quando me fazem essa pergunta. Ser ativo, parece que é ser o bom, o gostosão, o “mais homem”! Hilário, não? E ser Passivo, parece ser aquela coisa frágil, quando não “a mais mulher”! Será que é assim? Tão definido, o que nós mesmos definimos como não definido? Essa pergunta cada um pode responder por si!

A sociedade julga pessoas homossexuais, isso é um fato que ela mesma não nega. E  homossexuais que julgam e sentenciam aqueles que também não se encaixam no seu padrão? Vejam bem, a minha intenção aqui não é dizer que o gueto é podre, ou não. A idéia é que se as pessoas têm o direito de serem promíscuas, por que não podem ser também o inverso (não que eu esteja nesse grupo, porque realmente não acho que estou), mas essa idéia de que só existam esses padrões é algo que me mata, sinceramente! 

Claro, não podia deixar de citar, quando alguém que você esta conhecendo, ficando enfim, sabe que você é virgem. Eu defino o comportamento deles em duas vertentes bem distintas:

1) Ele te trata como se você fosse de cristal, quebra por qualquer coisa. Não sei quanto aos outros, mas eu odeio isso, não sou idiota, pra ser tratado assim o tempo todo!

2) Ele fica muito curioso, e quer ser o 1º de qualquer forma, se sentindo o máximo por isso. Esse eu acho particularmente hilário! 

Sinceramente, acho que esses estereótipos de podre, santo, cristal, o máximo, mulherzinha... virgem...  é o que me faz ficar tão sozinho... Quando essa questão entra em cena no início de um relacionamento, ninguém sabe como agir, nem mesmo eu. Não tenho uma regra exata pra dizer: “Se eu encontrar um cara que eu me apaixone, depois de 3 meses agente vai pra cama!”, na verdade acho isso bem mais podre que ser promíscuo. Afinal de contas, o que o tempo quer dizer, se você é quem tem que decidir com quem e quando fazer? Essa é uma escolha muito pessoal de cada um. E não é certo julgar alguém que se entregou ao prazer antes de você, ou depois. 

Pensando bem, eu não sou diferente de ninguém não. Me julgo NORMAL como qualquer outro garoto de 21 anos, de São Paulo, capital, virginiano...

E além de tudo, virgem.

Ninpheto
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(NOTA DO EDITOR: O relato a seguir mostra apenas uma das histórias de e-jovens que rolam por todo o país. Amigos da rua, papo vai, papo vem... Mas vamos à história.)

De início, eu vou fazer uma introdução pra ninguém se perder.

Essa é a história mais enrolada da minha vida, é totalmente verdadeira e trata da perda da minha virgindade. Todos os nomes (inclusive o meu) são pseudônimos. São falsos. Eu faço isso pra proteger a minha identidade. Ui!

Pode parecer que eu exagerei em algumas partes, mas tentei não distorcer nenhum trecho da história. Acho que consegui!

Os Personagens:

Jorge - Esse sou eu. 15 anos
Ricardo (Tasso) - Esse é o personagem principal da história. Ele me comeu! Ui! 15 anos
Alfredão - Assim é como eu chamo o "membro" do Tasso. (O piu-piu dele). 
Thyrso - Esse é o meu outro amigo que tava na suruba. Só participou da 1a. vez. 15 anos
Creusa - Essa é a garota que ficou com o Tasso. 14 anos
Ju - É a garota em quem eu me apoiei nos piores momentos e que acabou virando minha melhor amiga. Ela descobriu que eu sou... Ah! Voceis sabem! 15 anos

Bom... Tudo começou no dia 9 de março. Lembro como se fosse ontem.

01.: As descobertas.:

Dia 9 de Março, 10 da noite. Ficamos apenas eu e o Tasso sobrando na rua. Tava meio frio e os outros muleques já tinham entrado pra casa. Começamos a falar sobre sexo. Esses papos são sempre meio quentes, mas nunca chegou ao mesmo ponto desse dia. (Nossa! Isso já tá parecendo um conto erótico).

Era como se nós já soubéssemos o que ia acontecer. Não lembro bem quem tomou a iniciativa, mas um começou a passar a mão na parte de baixo da coxa do outro. Alguns minutos depois, o Tasso já se oferecia pra eu pegar no "Alfredão" dele. Foi ver aquele troço na calça dele que não resisti. (Êiiita! eu vou começar a escrever contos eróticos pros sites por ai!!! =). Já tava encalhado a 15 anos, não conseguia mais esperar nem uma noite. Comecei por fora da calça, daí entrei cueca adentro até chegar no "Alfredão". 

Foi tudo muito louco, mesmo apesar de ter sido apenas um "5 contra 1", foi tudo sobre muita pressão. O medo de ser pego fazendo aquilo no meio da rua e a emoção de poder entrar em contato com algo que a tanto tempo eu queria se misturavam. Eu mal conseguia falar, fiquei super nervoso. Uns 5 minutos depois eu já tava com a situação dominada e depois de mais um tempinho tudo acabou. Fomos os dois embora.

Na primeira noite, eu mal conseguia dormir. Fui deitar as 12:30, depois de umas duas "descabeladas". Ainda acordei as 4:30 e comecei a me lembrar (nisso, o palhacinho se empolgou de novo) ai eu consegui voltar a dormir. Ao amanhecer, eu estava com uma sensação de "será que isso aconteceu mesmo". Era uma duvida que eu só sanei quando vi o Tasso à tarde. No inicio, ele nem falou nada pra mim, eu puxei conversa e ele continuou. Pra minha surpresa, ele também se sentia do mesmo jeito que eu. Mais tarde eu vim a descobrir que ele era virgem também. 

2.: Primeiros Pontos.:

Os primeiros pontos foram bem definidos. Ele seria apenas ativo (até hoje ele insiste em dizer que não é homossexual, mas se ele fosse hetero de verdade não teria feito nada do que fez) e eu o passivo. Até ai eu concordava, afinal, se eu quisesse ser apenas ativo eu não seria gay.

Sem beijos, sem abraços calorosos e sem "carinhos boiolas". Êeeita como ele é machista! Tudo se resumiria a tesão e sexo.

A nossa amizade se tornou algo bem mais forte e eu gostava dessa postura de passivo. Até hoje ele não aceita que eu passe a mão no bumbum dele. Parece que ele tem medo de gostar. =)

3.: As Mascaras Caem.:

No inicio eu não queria me apaixonar. Sabia que ia ser um erro bem escroto, então conseguia me controlar e não me preocupava muito com isso. Nos primeiros dias, o que me dominava era uma vontade incontrolável, insaciável, inacabável e incontrolável de novo, de fazer sexo. Passamos a sair toda noite pra rua e de vez em quando eu "fazia a alegria da criança" dele. Umas duas semanas depois, eu criei coragem e transformei o "Alfredão" em escova de dentes.

Acredite se quiser, foi no meio da rua!! Até ai, nossa relação ia muito bem, até que ele veio com idéinhas de me "usar" pra conseguir ficar com outra garota. Quando eu descobri isso eu fiquei com ódio dele. Falei um monte e ele acabou concordando que tava errado. 

Ele queria que eu ficasse com uma fubanga (a Greycysleide) pra ele poder ficar com a mina, a Ssoraide. Ele se ferrou! Desmascarei tudo no meio da rua! Aha!!! Como eu sou mal! =)

4.: Eu, ele e o Thyrso.:

Por incrível que pareça, minha relação com o Tasso é marcado pelo dia 9. Exatamente no dia 9 de abril, minha mamãe saiu de casa e me deixou só. Sai pra rua e encontrei o Tasso lá. Decidi chamar ele pra vir aqui em casa (já com segundas intenções que ele percebeu na hora). Não deu outra. Ele tirou meu lacre. Como eu também sou meio safado, também deixei o Thyrso me conhecer por dentro. 

Sinceramente, eu aproveitei melhor na hora em que o Thyrso, ãnh... Digamos assim... Introduziu o instrumento, mas gostei mesmo foi do carinho que o Tasso fez em mim. Acabei falando que o bilolo do Thyrso era maior que o do Tasso e isso deixou ele revoltado e inconformado. O Tasso não conseguia aceitar que o "Alfredão" era, na realidade, um "Alfredinho", mas com o tempo ele esqueceu essa história. =) Na realidade não tinha nada de "Alfredinho". O Alfredão é de bom tamanho! Até parece adulto, e o mais importante não é o tamanho, e sim o desempenho! (Experiencia própria) =)

5.: No dia seguinte.:

De novo aquela sensação inacreditável de "não acreditar no que aconteceu" me possuiu, porém foi em intensidade bem menor do que a primeira vez. Parece que no Tasso foi até mais forte. Nossa amizade ficou ainda mais legal. Eu estava lá pra ele e ele pra mim.

6.: Quando ele quis acabar. - 1a. vez.:

Chegou uma hora, que, do nada, ele veio pedindo pra gente acabar tudo. Eu perguntei o porque e ele disse que "tinha medo de virar gay". Fiquei revoltado e não queria aceitar. Sei lá, eu era muito imaturo e no primeiro fim é sempre difícil. No inicio eu fiquei muito triste, mas pensei melhor e até concordei com ele. Só que esse "fim" não durou muito tempo.

7.: Voltando - 1a. vez.:

Como eu sou muito gostoso e irresistível ele não conseguiu ficar longe de mim por muito tempo. =) Dgela! É brincadeira. Bom, mas se passaram apenas alguns dias e ele voltou a ficar comigo. Nessa volta, sempre que a minha mãe saía de casa, eu o chamava pra vir aki. Mas ele tinha medo de vir só e sempre pedia pro "Galo" (um amigo nosso) o acompanhar. Numa noite dessas eu deixei o Galo mexendo no meu PC e enquanto isso puxei o Tasso pra debaixo do edredom! Isso virou até motivo de piada na rua, porque o Galo aloprou a gente no outro dia. Fizemos "banana-na-pitanga" ali, na minha cama, com um amigo do lado e o melhor é que ele nem percebeu! Essa foi a segunda e ultima vez que Tasso fincou em mim. 

Ah! Teve também a vez em que eles vieram aki em casa e tiveram que se esconder debaixo da minha cama na hora em que minha mãe chegou do supermercado. Esse dia foi engraçado. Um deles peidou lá embaixo! Imagina a zona que foi esse dia, mas ai já é outra história.

8.: Conhecendo as "Rasgadeiras" - As amigas dele.:

Com o tempo, fui me tornando mais presente na vida do Tasso e conheci algumas amigas dele.
No inicio, eu não via nenhum problema nisso, mas com o passar do tempo fui vendo que a Creusa era afim dele (e ele era afim dela).

9.: Quando ele me chifrou, com minha própria ajuda e O Segundo Fim.:

Ai, como eu sou idiota, imbecil e otário. No dia 9 de Maio (eu não tô falando que esse dia 9 é marcante!) eu tava voltando do dentista quando me encontrei com a rasgadeira da Creusa. Acompanhei ela até a casa de um amigo e no caminho a gente foi conversado. Acabei falando que o Tasso era afim dela. Isso era o que faltava pros dois ficarem. Na hora em que falei isso, não imaginava, sinceramente, que eles fossem ficar, mas acabou acontecendo. A noite, ela veio aqui na rua e na hora de ir embora ficou com o Tasso. Ainda bem que eu não vi! Se tivesse visto eu teria um treco ali no meio da rua. Doeu. Eu não imaginava que ia sentir tantas coisas assim. Naquele instante eu já não separava mais as coisas. Paixão, amor, tesão e amizade se misturaram. Ele pediu pra acabar tudo (pela 2a. vez) e nesse dia eu descobri que o que eu sentia por ele era amor. Amor puro e verdadeiro e até acabei criando uma frase pro que é o amor: 

"Amor é você querer a felicidade de quem você gosta, mesmo que isso signifique sua tristeza"

Ai como eu sou boiola! =) Chorei. De verdade! Na frente dele. Mostrei todos meus sentimentos e ele se comoveu. Não chegou a chorar, mas levou em conta tudo que eu falei! À noite, não dormi! Fiquei acordado até as 5:00 da manha vendo MTV até que tocou uma musica que me confortou: "Wherever You Will Go" do The Calling. Sempre que a escuto lembro dele. Ai eu fui dormir. Levantei as 10:30 com um sentimento enorme de paz interior e tristeza. Eu tava muito mal. NUNCA pensei em suicídio, nem nada disso. Só estava um pouco deprimido, coisa normal quando se acaba uma relação. Minha sorte é que não foi uma paixão fulminante, mas o meu azar foi ver uma pessoa (ele) confundir meu amor com impulso sexual e se recusar a aceitá-lo.

A única pessoa que podia me ajudar era a Ju. Desabafei com ela. Contei que era gay e todos os detalhes da história. Ela me confortou muito, me disse palavras de carinho (ai q lindo) e eu também ajudei ela com o namorado. A relação dos dois tava meio estranha e eu liguei e conversei com ele. Eu chorei diante dela. Ela chorou diante de mim. Naquele dia, ela abriu meus olhos e eu jurei a mim mesmo que nunca mais choraria pelo Tasso (e até hoje eu tô cumprindo a promessa). Vi que era idiotice querer dar amor a alguém que não queria receber.

Entre eu e a Ju rola uma magia toda especial porque a gente nasceu no mesmo dia, mês e ano, com apenas duas horas de diferença. Me senti melhor e mais confortado. Vi que tinha alguém lá que podia me ajudar e que gostava de mim de verdade. 

10.: A dor da perda de um IRMÃO.:

Talvez eu nem tenha ficado tão triste por ter perdido o sexo, mas eu fiquei arrasado ao ver que ele, depois de tudo que aconteceu, não queria ser, digamos assim, um "IRMÃO", um "MELHOR AMIGO" pra mim. Ele demosntrava isso quando se afastava de mim na rua. Fiquei muito decepcionado com ele. Ele me disse que na hora de dormir no dia 9, ficou acordado também. Disse que pensou em tudo que havia dito a ele, mas não queria voltar.

11.: E não rolou a festa, não rolou....:

talvez a pior (ou melhor, sei lá) coisa que eu tenha feito foi acabar com o esquema entre o Tasso e a Creusa numa festinha de aniversario onde a gente foi. Eu tirei a menina da festa e levei pra dar um role comigo pelas ruas da cidade! Ele ficou futito de raiva comigo! Ai como eu sou mal!!! Hahahahhahaha! =)

12.: A 2a. volta, os impulsos sexuais e o 3o. fim.:

Homem é tudo cachorro né!? Eu e o Tasso voltamos a fazer sexo. Dessa vez foi só escova de dentes, mas fizemos no mínimo umas 5 vezes. Eu não conseguia sentir mais nenhum amor por ele. Pra mim, aquilo havia virado só sexo. Um dia rolaram uns carinhos no sofá e eu adorei, mas nem quis me iludir. Chegou no dia 5 de Junho, ele quis acabar tudo de novo! Mas dessa vez parece que foi sério... Eu nem liguei muito pra noticia. Já ganhei experiência com todos esses fins e começos, mas ele me decepcionou novamente. Agora ele havia se afastado de mim por medo e nem sequer deixava eu tocá-lo. Ele ficou assim porque eu chamei ele na minha casa pra jogarmos video-game e acabei o seduzindo. Convenci ele a fazer sexo, mas não foi nada forçado. Ao fazer isso eu perdi a confiança dele, mas agora eu ja recuperei de volta.

Pedi então, que ele viesse aki em casa pra gente conversar no dia seguinte pela manha. Ele não veio. Foi outra decepção. Fiquei com a sensação de que ele tratava nossa amizade como bosta. A noite, no dia seguinte, veio me pedir desculpas e disse que não veio pois tinha que ajudar a família. Tarde demais. Eu já havia escrito uma cartinha pra ele falando tudo que eu sentia. Isso é coisa típica de criança, mas ele fugia tanto que foi a única saída que encontrei. Ele leu. Disse que ficou magoado.

13.: Conclusões.:

Conclui que o Tasso é uma pessoa que tem muito medo da sociedade e dele mesmo.

Não vou ficar correndo atrás de alguém que foge tão covardemente. O próprio Tasso já admitiu sentir tesão por homens (na hora de conversar com o "Alfredão") e já disse também que descabelou o palhacinho pensando em mim e outros caras antes de qualquer contato sexual entre nós. Se fosse hetero e sentisse falta de mulher teria dado apenas uma catracada e não varias, como foi.

Não o culpo. Eu já passei por essa fase antes de me aceitar. Prefiro viver a vida intensamente e ser feliz do que viver preso a normas socias impostas por maiorias que querem ser como as minorias, mas que tem medo. (Viiiixee!!!! Profundo isso hein!)

Ele tem sentimentos nobres, mesmo apesar de ter feito toda essa cachorrada comigo. é uma pessoa boa.
A Paixão acabou, a amizade continua forte, mas eu ainda amo ele. Amor a gente carrega pro resto da vida, porem o meu amor por ele ta bem guardado, lá no fundo do coração... Só 1% restou. Quem sabe um dia ele precise! =) É muito triste ver isso acontecendo com alguém legal como ele, mas é o que ele quer e eu não vou forçar nada.

14.: Eu aprendi.:

Muitas coisas com tudo isso. Descobri varias coisas que eu já sabia, porem não havia vivido ainda. Me descobri. Descobri como as pessoas são e podem ser. Descobri que devemos valorizar os verdadeiros amigos (acreditem se quiser, mas eu criei laços fortíssimos de amizade com os outros amigos da rua e a Ju. Foi a melhor coisa no meio desse rolo todo). Descobri o que é AMOR, o que é paixão e o que é interesse. Vi como o mundo é podre e falso. Vi como o mundo é bom e generoso.

Cheguei aos extremos....

Não me arrependo de nada. Se pudesse eu repetiria tudo, sem tirar nem por.

Ainda tô me recuperando... Tô 95% melhor do que no pico da relação, mas daqui uma ou duas semanas já volto ao normal.
=) 

Frango 

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