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Editoriais

 
É a Revolução!

Um espectro ronda o país – o espectro da Homossexualidade. 

Enquanto o Projeto de Lei da Câmara que criminaliza a homofobia caminha para sua aprovação no Senado, todas as forças do velho conservadorismo se unem numa santa aliança para exconjurá-lo: o papa e os evangélicos, Julio Severo e Rozângela Justino, juízes do interior e jornais da capital. 

Que jovem gay não ouviu do pai “prefiro um filho morto do que viado”? Que travesti profissional do sexo, por sua vez, já não fez programa com estes mesmos pais de família?

Duas conclusões decorrem deste fato:

1) É um fato que a homossexualidade existe, afeta toda a sociedade, não pode ser evitada e constitui força política considerável.

2) É tempo já de os gays se apresentarem em todo o Brasil com suas idéias, objetivos e demandas, a fim de descartar de uma vez por todas as lendas que correm a seu respeito.

É com essa finalidade que foi redigido o presente manifesto.

E eu podia continuar e continuar, por cinquenta páginas, a falar sobre burgueses e proletários, proletários e comunistas, comunistas e homossexuais... Mas não. Não sou Marx, nem Engels.

Sou apenas um jovem gay que acordou pra vida. Que se deu conta de que o preconceito contra homossexuais é uma opressão sexual nos mesmos moldes da opressão do homem sobre a mulher. Que, por sua vez, tem tudo a ver com a origem da família, da propriedade privada e do Estado. Ou seja, tem tudo a ver com a ascensão do capitalismo e do neo-liberalismo. 

Sim, meus caros, a homofobia é capitalista.

E enquanto o mundo funcionar para que uma elite machista, racista e homofóbica perpetue o seu poder, continuarão existindo preconceito e discriminação contra gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais e todos aqueles que se “desviam”, “invertem” e “pervertem” a ordem e a moral que interessa à essa elite.

Em outras palavras, lutar contra a homofobia é lutar contra o capitalismo. É lutar pelo fim de toda opressão e exploração. É também uma luta para que nos libertemos de todos os preconceitos e toda a repressão que distorcem e destroem a nossa sexualidade. 

O capitalismo é uma sociedade que se baseia na promoção da divisão e dos preconceitos para dividir e dominar. Mas é também um sistema que cria a classe que pode destruí-lo para construir em seu lugar um mundo novo. Essa classe, ainda que oprimida, tem o poder para acabar com todas as opressões e com a exploração. Para isso tem que destruir as velhas instituições da sociedade e construir outras instituições, realmente democráticas, que possam dirigir diretamente a sociedade. 

Assim como é importante que todos defendam e lutem pela libertação gay, também é fundamental que defendamos a necessidade de uma sociedade socialista, uma sociedade onde a idéia de libertação gay torna-se uma realidade palpável, e onde a divisão artificial entre "heterossexuais" e "homossexuais" possa ser derrubada de uma vez por todas. 

Mesmo que para isso seja preciso uma revolução. Uma revolução brasileira, comunista e gay.

Esse é um debate que quero lançar aqui no E-jovem. O que seria uma Revolução Gay? Por que lutar contra a homofobia é lutar pelo socialismo? Qual papel podem ter os jovens gays nisso tudo? 

Abaixo, contamos a história do Hino do E-jovem, apresentado pela primeira vez no Encontro Nacional de 8 de junho passado, em Campinas. Conhecer o hino do grupo, sua história e inspirações, é conhecer um pouco do pensamento da galera que milita no combate à homofobia. Também apresentamos um documento em pdf, para aqueles que quiserem se aprofundar nos conceitos de libertação gay e luta pelo socialismo.

Estão todos convidados a discutir esses e outros assuntos no chat e na lista de e-mails do grupo e em nossas reuniões e encontros municipais, em qualquer uma das 15 cidades onde atuamos, em 11 Estados, das 5 regiões do Brasil. E, claro, a se filiar e participar ativamente dessa Revolução E-jovem!

Deco Ribeiro



A Internacional Gay (Hino do E-jovem)
 
Está no ar o Hino do E-jovem, finalmente!! 

História
É a versão que fizemos do hino revolucionário "A Internacional", cantado por socialistas de todo o mundo (era o hino da Revolução Russa de 1917, dentre outros movimentos). A música foi escolhida, claro, pelo seu ar altivo e instigador - incitador, quase! - justamente o que precisamos nessa nova fase de Movimento Gay, sofrendo ataques por todos os lados!!

E, não à toa, foi apresentada pela primeira vez no Encontro Nacional de 8 de junho passado. 

A letra
De pé, os que sofrem preconceito 
De pé, aquele que apanha 
Se não lutarmos por direitos 
A homofobia ganha 

Essa primeira estrofe conclama a população GLBT, aqueles que sofrem preconceitos e são agredidos, a lutar por seus direitos. Porque se ficarmos apenas cuidando de nossas próprias vidas, a homofobia ganha.

Jovens gays revolucionários 
De pé, de pé, não mais com medo 
Que nenhum tipo armário 
Possa guardar nosso segredo 

A segunda estrofe identifica a quem fará parte da linha de frente dessa luta: Jovens gays que, por si só, já são revolucionários. O hino conclama esses jovens a afastarem seus medos, sairem do armário e partir para a batalha!

É a revolução 
Seja lésbica ou gay 
O Grupo E-jovem 
Será a nossa lei 

O refrão apresenta a Revolução Gay e deixa claro que não independentemente de seu sexo, sua orientação sexual ou sua identidade de gênero o E-jovem irá recebê-lo de braços abertos.

É a luta final 
Seja lésbica ou gay 
O Grupo E-jovem 
Será a nossa lei

O refrão, novamente, com uma pequena modificação: a luta do E-jovem não só é revolucionária como é a chance final de instaurarmos uma nova sociedade, mais fraterna e socialista. 

Os vídeos
 


Versão com coral do Exército Russo

Versão Instrumental

Versão que ensina como cantar
PROMOÇÃO
Grave um vídeo de você (ou você e seus amigos) cantando o hino ou uma montagem de fotos com o hino, suba pro Youtube e envie o link para a gente! Os melhores, além de ir pro site, ganharão uma camiseta exclusiva!! 

É isso!! Beijo do Deco =]

Deco Ribeiro
fundador do Grupo E-jovem



Libertação gay e luta pelo socialismo
Um texto revolucionário de Noel Hallifax

Baixe aqui o documento em PDF (84K)

Depois de ler, venha discutir o texto na lista do E-jovem:


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